Cão da raça Pequinês
Foto: SheltieBoy (CC BY 2.0)
Porte pequeno Baixa energia Companhia (braquicefálico)

Pequinês

Também chamado de Pekingese e Cão-leão

Antigo cão do palácio imperial chinês, muito calmo, digno e independente, que precisa de pouco exercício, mas solta bastante pelo, é teimoso e sofre muito com o calor.

Índice Apartamento

#4 de 40 raças no ranking geral

Como o índice é calculado
Peso médio
3 a 6 kg
Altura
15 a 23 cm
Expectativa de vida
12 a 14 anos
Origem
China
Pelagem
Longa e dupla
Atividade diária
~20 min

Notas da raça

Escala de 1 a 5. Verde indica o que costuma facilitar a vida em apartamento; rosa indica pontos que pedem atenção.

Nível de energia
Muito baixa
Necessidade de exercício
Mínima
Tranquilidade em casa
Muito tranquilo
Tendência a latir
Moderada
Queda de pelos
Alta
Cuidados com a pelagem
Frequentes
Facilidade de treinamento
Muito difícil
Tolerância a ficar sozinho
Boa
Convívio com crianças
Pede cuidado
Convívio com outros animais
Razoável
Receptividade a visitas
Reservado
Tolerância ao calor
Muito sensível
Como as notas formam o Índice Apartamento (74)
CritérioPesoNotaContribuição
Porte compacto15%Pequeno11,3 pts
Tranquilidade em casa20%5/520,0 pts
Tendência a latir (quanto menor, melhor)20%3/510,0 pts
Necessidade de exercício (quanto menor, melhor)15%1/515,0 pts
Nível de energia (quanto menor, melhor)10%1/510,0 pts
Facilidade de treinamento10%1/50,0 pts
Tolerância a ficar sozinho10%4/57,5 pts

Leitura rápida: a favor

  • Tende a ser tranquilo em casa
  • Pede pouco exercício
  • Tolera bem algumas horas sozinho

Leitura rápida: atenção

  • Treinamento exige paciência
  • Muito sensível ao calor

Onde o Pequinês se destaca

Conheça a raça

O Pequinês é um cão pequeno e pesado para o tamanho, com cabeça larga, focinho bem achatado, peito amplo e uma juba de pelo longo que lhe dá o aspecto de um pequeno leão. Anda com um passo rolado característico, sem pressa, e costuma se comportar com uma dignidade que faz jus à sua história nos palácios da China.

Para apartamento, é das raças mais tranquilas que existem: precisa de muito pouco exercício, passa horas descansando e costuma tolerar bem algumas horas sem companhia. Em troca, pede escovação frequente, convive com bastante queda de pelo e, por ser braquicefálico e coberto de pelagem densa, sofre muito com o calor brasileiro. Também é famoso pela teimosia.

Vida em apartamento

Em termos de espaço e energia, o Pequinês costuma ser quase perfeito para apartamento, inclusive kitnets. Um adulto passa grande parte do dia deitado em lugares frescos, como o piso do banheiro ou a área perto do ar-condicionado, e não costuma precisar de corridas. Também tende a ficar sozinho por algumas horas com tranquilidade. O comportamento, porém, varia conforme o indivíduo, a criação, a socialização, o treinamento, a idade e a rotina da casa, e alguns exemplares são mais vocais do que outros.

O calor é o fator decisivo. O focinho achatado dificulta a respiração e a troca de calor, e a pelagem dupla densa agrava o problema. No clima brasileiro, um apartamento abafado pode representar risco real. Ar-condicionado ou ventilação constante no verão, água fresca sempre disponível, piso frio acessível e nada de varanda ensolarada são cuidados básicos. Uma tosa higiênica ou de manutenção, feita com orientação, pode ajudar no conforto.

No prédio, o latido é moderado, em geral para avisar campainha ou interfone. A pelagem longa acumula sujeira no passeio pelas áreas comuns, então vale ter uma toalha e uma escova perto da porta. Escadas devem ser evitadas, porque o corpo pesado e as pernas curtas sobrecarregam a coluna.

Pontos fortes

  • Muito calmo dentro de casa
  • Precisa de pouquíssimo exercício
  • Costuma tolerar bem algumas horas sozinho
  • Ideal para apartamentos muito pequenos
  • Leal à família

Pontos de atenção

  • Sofre muito com o calor
  • Solta bastante pelo e pede escovação frequente
  • Muito teimoso no treinamento
  • Desconfiado com estranhos e pouco paciente com crianças pequenas
  • Olhos e respiração exigem atenção constante

Temperamento

O Pequinês tende a ser calmo, reservado e muito seguro de si. É afetuoso com a família, mas à sua maneira: gosta de ficar por perto, não necessariamente no colo, e costuma escolher quando quer carinho. Muitos tutores descrevem a raça como mais parecida com um gato do que com um cão típico.

Com estranhos, costuma ser distante e desconfiado, e pode avisar com latidos a chegada de alguém. Não tolera ser forçado a nada, seja um abraço apertado ou um comando repetido à exaustão. Essa independência é parte do encanto, mas exige um tutor que respeite o ritmo dele.

Exercício e energia

Duas caminhadas curtas, de 10 a 20 minutos cada, em ritmo lento, costumam ser suficientes. O Pequinês aproveita mais um passeio para cheirar a calçada do que uma caminhada longa. Dentro de casa, brincadeiras breves com brinquedos macios e petiscos escondidos mantêm a mente ativa sem esforço físico.

Nos meses quentes, passeie apenas bem cedo ou à noite e sempre em ritmo do cão. Respiração ruidosa, língua arroxeada ou recusa em andar indicam que é hora de parar, buscar sombra e resfriar. Use peitoral, nunca coleira de pescoço, para não comprimir as vias respiratórias.

Pelagem e cuidados

A pelagem é longa, com subpelo denso, e solta bastante pelo, especialmente nas trocas de estação. Escovação de três a cinco vezes por semana, com pente de metal e escova de pinos, separando a pelagem em camadas, evita nós atrás das orelhas, nas axilas e nas calças das patas traseiras. Banho a cada três a quatro semanas, com secagem completa, é o mais comum.

A dobra de pele acima do focinho precisa ser limpa e seca algumas vezes por semana para evitar irritação. Muitos tutores optam por uma tosa de manutenção mais curta, mais prática no calor.

Treinamento

O Pequinês é uma das raças mais difíceis de treinar, não por falta de inteligência, mas por independência. Ele avalia se vale a pena obedecer e perde o interesse rapidamente em repetições. Sessões de poucos minutos, petiscos valiosos e muita paciência são a única abordagem que funciona; broncas tendem a deixá-lo ainda mais resistente. A educação sanitária pode levar meses, e rotina fixa de horários ajuda bastante.

Convivência

Com crianças pequenas, a convivência é delicada: o Pequinês não gosta de ser agarrado, tem olhos salientes que se machucam com facilidade e pode reagir se for incomodado. Com crianças maiores e calmas, a relação tende a ser boa. Convive razoavelmente com outros cães e gatos tranquilos. Visitas são recebidas com distância e às vezes latidos.

História e origem

O Pequinês foi criado durante séculos na corte imperial chinesa, em Pequim, de onde vem o nome. Era associado à figura do leão guardião da tradição budista, e a posse de cães desse tipo era restrita à família imperial e à nobreza. Os exemplares menores ficaram conhecidos como cães de manga, porque podiam ser carregados dentro das mangas largas das vestes.

A raça chegou ao Ocidente em 1860, quando tropas britânicas e francesas saquearam o Antigo Palácio de Verão, em Pequim, e levaram alguns cães para a Inglaterra. Um deles, apelidado de Looty, foi presenteado à rainha Vitória. A partir do fim do século XIX, criadores britânicos desenvolveram a raça, que ganhou reconhecimento em clubes de cinofilia no início do século XX.

Saúde

Por ser braquicefálico, o Pequinês tem predisposição à síndrome respiratória braquicefálica, que piora com calor, esforço e excesso de peso. Os olhos grandes e salientes são propensos a úlceras de córnea e, em traumas, até ao deslocamento do globo ocular. O corpo longo e as pernas curtas favorecem a doença do disco intervertebral, e a dobra nasal pode desenvolver dermatite. Acompanhamento regular com médico-veterinário, controle de peso e atenção a ronco excessivo ou cansaço são essenciais. Para filhotes, procure criadores responsáveis que façam exames nos pais, ou a adoção responsável.

Predisposições descritas na raça

  • Síndrome respiratória braquicefálica
  • Úlceras de córnea e proptose ocular
  • Doença do disco intervertebral
  • Dermatite na dobra nasal
  • Intolerância ao calor

Predisposição não é diagnóstico: muitos cães da raça nunca apresentam esses problemas. Consultas regulares com o médico-veterinário são a melhor prevenção.

Para quem o Pequinês costuma combinar

Combina com

  • Adultos e idosos com rotina tranquila
  • Quem mora em apartamento pequeno e climatizado
  • Tutores que respeitam um cão independente
  • Pessoas que passam algumas horas fora de casa

Pode não combinar com

  • Casas quentes sem ar-condicionado ou boa ventilação
  • Famílias com crianças pequenas
  • Quem quer um cão para passeios longos ou esportes
  • Quem espera obediência fácil

Ver a compatibilidade com a minha rotina

Curiosidades

  • Os menores exemplares eram chamados de cães de manga porque cabiam nas mangas das vestes da corte chinesa.
  • Um dos cães levados do palácio imperial em 1860, apelidado de Looty, foi dado à rainha Vitória.
  • Um Pequinês chamado Sun Yat-sen foi um dos poucos cães que sobreviveram ao naufrágio do Titanic, em 1912.
  • Uma lenda chinesa conta que a raça nasceu do amor entre um leão e um pequeno macaco.

Perguntas frequentes sobre o Pequinês

Pequinês pode ficar sozinho em casa?

A raça costuma tolerar algumas horas sozinha melhor do que muitas outras de companhia, desde que o ambiente esteja fresco e seguro. Ainda assim, precisa de atenção diária e não deve passar dias inteiros sem interação.

Pequinês pode ser tosado?

Pode receber tosa de manutenção ou higiênica, o que muitos tutores fazem para facilitar os cuidados no calor. O ideal é conversar com o médico-veterinário e com um tosador experiente na raça, já que a pelagem também protege a pele do sol.

Por que o Pequinês é tão teimoso?

Foi selecionado por séculos como cão de companhia da corte, não para trabalhar sob comando. Por isso tende a ser independente. Paciência, sessões curtas e petiscos valiosos são a melhor forma de ensinar.

Atualizado em 7 de outubro de 2026 · Equipe editorial Taxifyo

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