Pequinês
Também chamado de Pekingese e Cão-leão
Antigo cão do palácio imperial chinês, muito calmo, digno e independente, que precisa de pouco exercício, mas solta bastante pelo, é teimoso e sofre muito com o calor.
- Peso médio
- 3 a 6 kg
- Altura
- 15 a 23 cm
- Expectativa de vida
- 12 a 14 anos
- Origem
- China
- Pelagem
- Longa e dupla
- Atividade diária
- ~20 min
Notas da raça
Escala de 1 a 5. Verde indica o que costuma facilitar a vida em apartamento; rosa indica pontos que pedem atenção.
- Nível de energia
- Muito baixa
- Necessidade de exercício
- Mínima
- Tranquilidade em casa
- Muito tranquilo
- Tendência a latir
- Moderada
- Queda de pelos
- Alta
- Cuidados com a pelagem
- Frequentes
- Facilidade de treinamento
- Muito difícil
- Tolerância a ficar sozinho
- Boa
- Convívio com crianças
- Pede cuidado
- Convívio com outros animais
- Razoável
- Receptividade a visitas
- Reservado
- Tolerância ao calor
- Muito sensível
Como as notas formam o Índice Apartamento (74)
| Critério | Peso | Nota | Contribuição |
|---|---|---|---|
| Porte compacto | 15% | Pequeno | 11,3 pts |
| Tranquilidade em casa | 20% | 5/5 | 20,0 pts |
| Tendência a latir (quanto menor, melhor) | 20% | 3/5 | 10,0 pts |
| Necessidade de exercício (quanto menor, melhor) | 15% | 1/5 | 15,0 pts |
| Nível de energia (quanto menor, melhor) | 10% | 1/5 | 10,0 pts |
| Facilidade de treinamento | 10% | 1/5 | 0,0 pts |
| Tolerância a ficar sozinho | 10% | 4/5 | 7,5 pts |
Leitura rápida: a favor
- Tende a ser tranquilo em casa
- Pede pouco exercício
- Tolera bem algumas horas sozinho
Leitura rápida: atenção
- Treinamento exige paciência
- Muito sensível ao calor
Onde o Pequinês se destaca
Conheça a raça
O Pequinês é um cão pequeno e pesado para o tamanho, com cabeça larga, focinho bem achatado, peito amplo e uma juba de pelo longo que lhe dá o aspecto de um pequeno leão. Anda com um passo rolado característico, sem pressa, e costuma se comportar com uma dignidade que faz jus à sua história nos palácios da China.
Para apartamento, é das raças mais tranquilas que existem: precisa de muito pouco exercício, passa horas descansando e costuma tolerar bem algumas horas sem companhia. Em troca, pede escovação frequente, convive com bastante queda de pelo e, por ser braquicefálico e coberto de pelagem densa, sofre muito com o calor brasileiro. Também é famoso pela teimosia.
Vida em apartamento
Em termos de espaço e energia, o Pequinês costuma ser quase perfeito para apartamento, inclusive kitnets. Um adulto passa grande parte do dia deitado em lugares frescos, como o piso do banheiro ou a área perto do ar-condicionado, e não costuma precisar de corridas. Também tende a ficar sozinho por algumas horas com tranquilidade. O comportamento, porém, varia conforme o indivíduo, a criação, a socialização, o treinamento, a idade e a rotina da casa, e alguns exemplares são mais vocais do que outros.
O calor é o fator decisivo. O focinho achatado dificulta a respiração e a troca de calor, e a pelagem dupla densa agrava o problema. No clima brasileiro, um apartamento abafado pode representar risco real. Ar-condicionado ou ventilação constante no verão, água fresca sempre disponível, piso frio acessível e nada de varanda ensolarada são cuidados básicos. Uma tosa higiênica ou de manutenção, feita com orientação, pode ajudar no conforto.
No prédio, o latido é moderado, em geral para avisar campainha ou interfone. A pelagem longa acumula sujeira no passeio pelas áreas comuns, então vale ter uma toalha e uma escova perto da porta. Escadas devem ser evitadas, porque o corpo pesado e as pernas curtas sobrecarregam a coluna.
Pontos fortes
- Muito calmo dentro de casa
- Precisa de pouquíssimo exercício
- Costuma tolerar bem algumas horas sozinho
- Ideal para apartamentos muito pequenos
- Leal à família
Pontos de atenção
- Sofre muito com o calor
- Solta bastante pelo e pede escovação frequente
- Muito teimoso no treinamento
- Desconfiado com estranhos e pouco paciente com crianças pequenas
- Olhos e respiração exigem atenção constante
Temperamento
O Pequinês tende a ser calmo, reservado e muito seguro de si. É afetuoso com a família, mas à sua maneira: gosta de ficar por perto, não necessariamente no colo, e costuma escolher quando quer carinho. Muitos tutores descrevem a raça como mais parecida com um gato do que com um cão típico.
Com estranhos, costuma ser distante e desconfiado, e pode avisar com latidos a chegada de alguém. Não tolera ser forçado a nada, seja um abraço apertado ou um comando repetido à exaustão. Essa independência é parte do encanto, mas exige um tutor que respeite o ritmo dele.
Exercício e energia
Duas caminhadas curtas, de 10 a 20 minutos cada, em ritmo lento, costumam ser suficientes. O Pequinês aproveita mais um passeio para cheirar a calçada do que uma caminhada longa. Dentro de casa, brincadeiras breves com brinquedos macios e petiscos escondidos mantêm a mente ativa sem esforço físico.
Nos meses quentes, passeie apenas bem cedo ou à noite e sempre em ritmo do cão. Respiração ruidosa, língua arroxeada ou recusa em andar indicam que é hora de parar, buscar sombra e resfriar. Use peitoral, nunca coleira de pescoço, para não comprimir as vias respiratórias.
Pelagem e cuidados
A pelagem é longa, com subpelo denso, e solta bastante pelo, especialmente nas trocas de estação. Escovação de três a cinco vezes por semana, com pente de metal e escova de pinos, separando a pelagem em camadas, evita nós atrás das orelhas, nas axilas e nas calças das patas traseiras. Banho a cada três a quatro semanas, com secagem completa, é o mais comum.
A dobra de pele acima do focinho precisa ser limpa e seca algumas vezes por semana para evitar irritação. Muitos tutores optam por uma tosa de manutenção mais curta, mais prática no calor.
Treinamento
O Pequinês é uma das raças mais difíceis de treinar, não por falta de inteligência, mas por independência. Ele avalia se vale a pena obedecer e perde o interesse rapidamente em repetições. Sessões de poucos minutos, petiscos valiosos e muita paciência são a única abordagem que funciona; broncas tendem a deixá-lo ainda mais resistente. A educação sanitária pode levar meses, e rotina fixa de horários ajuda bastante.
Convivência
Com crianças pequenas, a convivência é delicada: o Pequinês não gosta de ser agarrado, tem olhos salientes que se machucam com facilidade e pode reagir se for incomodado. Com crianças maiores e calmas, a relação tende a ser boa. Convive razoavelmente com outros cães e gatos tranquilos. Visitas são recebidas com distância e às vezes latidos.
História e origem
O Pequinês foi criado durante séculos na corte imperial chinesa, em Pequim, de onde vem o nome. Era associado à figura do leão guardião da tradição budista, e a posse de cães desse tipo era restrita à família imperial e à nobreza. Os exemplares menores ficaram conhecidos como cães de manga, porque podiam ser carregados dentro das mangas largas das vestes.
A raça chegou ao Ocidente em 1860, quando tropas britânicas e francesas saquearam o Antigo Palácio de Verão, em Pequim, e levaram alguns cães para a Inglaterra. Um deles, apelidado de Looty, foi presenteado à rainha Vitória. A partir do fim do século XIX, criadores britânicos desenvolveram a raça, que ganhou reconhecimento em clubes de cinofilia no início do século XX.
Saúde
Por ser braquicefálico, o Pequinês tem predisposição à síndrome respiratória braquicefálica, que piora com calor, esforço e excesso de peso. Os olhos grandes e salientes são propensos a úlceras de córnea e, em traumas, até ao deslocamento do globo ocular. O corpo longo e as pernas curtas favorecem a doença do disco intervertebral, e a dobra nasal pode desenvolver dermatite. Acompanhamento regular com médico-veterinário, controle de peso e atenção a ronco excessivo ou cansaço são essenciais. Para filhotes, procure criadores responsáveis que façam exames nos pais, ou a adoção responsável.
Predisposições descritas na raça
- Síndrome respiratória braquicefálica
- Úlceras de córnea e proptose ocular
- Doença do disco intervertebral
- Dermatite na dobra nasal
- Intolerância ao calor
Predisposição não é diagnóstico: muitos cães da raça nunca apresentam esses problemas. Consultas regulares com o médico-veterinário são a melhor prevenção.
Para quem o Pequinês costuma combinar
Combina com
- Adultos e idosos com rotina tranquila
- Quem mora em apartamento pequeno e climatizado
- Tutores que respeitam um cão independente
- Pessoas que passam algumas horas fora de casa
Pode não combinar com
- Casas quentes sem ar-condicionado ou boa ventilação
- Famílias com crianças pequenas
- Quem quer um cão para passeios longos ou esportes
- Quem espera obediência fácil
Curiosidades
- Os menores exemplares eram chamados de cães de manga porque cabiam nas mangas das vestes da corte chinesa.
- Um dos cães levados do palácio imperial em 1860, apelidado de Looty, foi dado à rainha Vitória.
- Um Pequinês chamado Sun Yat-sen foi um dos poucos cães que sobreviveram ao naufrágio do Titanic, em 1912.
- Uma lenda chinesa conta que a raça nasceu do amor entre um leão e um pequeno macaco.
Perguntas frequentes sobre o Pequinês
Pequinês pode ficar sozinho em casa?
A raça costuma tolerar algumas horas sozinha melhor do que muitas outras de companhia, desde que o ambiente esteja fresco e seguro. Ainda assim, precisa de atenção diária e não deve passar dias inteiros sem interação.
Pequinês pode ser tosado?
Pode receber tosa de manutenção ou higiênica, o que muitos tutores fazem para facilitar os cuidados no calor. O ideal é conversar com o médico-veterinário e com um tosador experiente na raça, já que a pelagem também protege a pele do sol.
Por que o Pequinês é tão teimoso?
Foi selecionado por séculos como cão de companhia da corte, não para trabalhar sob comando. Por isso tende a ser independente. Paciência, sessões curtas e petiscos valiosos são a melhor forma de ensinar.
Atualizado em 7 de outubro de 2026 · Equipe editorial Taxifyo
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