Cão da raça Griffon de Bruxelas
Foto: Dan9186 (CC BY-SA 3.0)
Porte pequeno Energia moderada Companhia (braquicefálico)

Griffon de Bruxelas

Também chamado de Griffon Bruxellois, Brussels Griffon, Griffon Belga e Petit Brabançon

Pequeno cão belga de barba e olhar quase humano, o Griffon de Bruxelas costuma ser muito apegado ao tutor, tolera mal a solidão e o calor e pede uma rotina presente e cuidadosa.

Índice Apartamento

#22 de 40 raças no ranking geral

Como o índice é calculado
Peso médio
3,5 a 6 kg
Altura
18 a 20 cm
Expectativa de vida
12 a 15 anos
Origem
Bélgica
Pelagem
Dura ou lisa
Atividade diária
~40 min

Notas da raça

Escala de 1 a 5. Verde indica o que costuma facilitar a vida em apartamento; rosa indica pontos que pedem atenção.

Nível de energia
Moderada
Necessidade de exercício
Baixa
Tranquilidade em casa
Equilibrado
Tendência a latir
Moderada
Queda de pelos
Baixa
Cuidados com a pelagem
Poucos
Facilidade de treinamento
Moderada
Tolerância a ficar sozinho
Muito baixa
Convívio com crianças
Pede cuidado
Convívio com outros animais
Bom
Receptividade a visitas
Reservado
Tolerância ao calor
Muito sensível
Como as notas formam o Índice Apartamento (53)
CritérioPesoNotaContribuição
Porte compacto15%Pequeno11,3 pts
Tranquilidade em casa20%3/510,0 pts
Tendência a latir (quanto menor, melhor)20%3/510,0 pts
Necessidade de exercício (quanto menor, melhor)15%2/511,3 pts
Nível de energia (quanto menor, melhor)10%3/55,0 pts
Facilidade de treinamento10%3/55,0 pts
Tolerância a ficar sozinho10%1/50,0 pts

Leitura rápida: a favor

  • Pede pouco exercício

Leitura rápida: atenção

  • Sofre quando fica sozinho
  • Muito sensível ao calor

Onde o Griffon de Bruxelas se destaca

Conheça a raça

Quem vê um Griffon de Bruxelas pela primeira vez raramente esquece o rosto: focinho bem curto, olhos grandes e escuros, queixo proeminente e, na variedade de pelo duro, uma barba que dá ao cão uma expressão de senhor rabugento. Por trás da cara séria existe um cão pequeno, de 3,5 a 6 kg, curioso e cheio de opiniões, que acompanha cada movimento da casa com atenção.

Para apartamento, o tamanho ajuda e a necessidade de exercício é moderada. O ponto que mais pesa é outro: o Griffon tende a criar um vínculo intenso com uma ou duas pessoas e sofre quando fica muitas horas sem companhia. Soma-se a isso a baixa tolerância ao calor, típica dos cães de focinho achatado.

Vida em apartamento

O porte reduzido faz do Griffon um cão fácil de acomodar: cabe no elevador no colo, não precisa de quintal e se diverte com brincadeiras curtas na sala. O latido tende a ser moderado, aparecendo sobretudo com o interfone, a campainha ou barulhos no corredor. Ensinar desde cedo um comando de silêncio e recompensar a calma quando o porteiro liga costuma reduzir bastante esses alertas. Como em qualquer raça, o comportamento varia conforme o indivíduo, a criação, a socialização, o treinamento, a idade e a rotina da casa.

O maior desafio em apartamento é a solidão. Muitos Griffons toleram mal ficar sozinhos por longos períodos e podem chorar, latir ou ficar ansiosos, o que gera reclamações de vizinhos em prédios de paredes finas. Para quem trabalha fora em tempo integral, vale pensar em creche, passeador no meio do dia ou outro membro da família em casa. Treinar ausências curtas desde filhote ajuda a construir confiança.

O calor merece atenção constante. Apartamentos com sol da tarde ficam abafados rápido, e um cão de focinho curto tem dificuldade para se resfriar ofegando. Ar-condicionado ou ventilação cruzada, piso frio e água fresca fazem diferença no verão. Varandas pedem tela de proteção, e pisos lisos de porcelanato podem ser cobertos com tapetes antiderrapantes nas áreas de circulação para proteger as patelas.

Pontos fortes

  • Porte pequeno e fácil de acomodar no apartamento
  • Pelo duro solta pouco
  • Expressivo, divertido e muito companheiro
  • Necessidade de exercício moderada
  • Costuma conviver bem com outros cães e gatos

Pontos de atenção

  • Tolera mal ficar sozinho por muitas horas
  • Muito sensível ao calor por causa do focinho curto
  • Pode desconfiar de estranhos e latir para visitas
  • Olhos salientes exigem cuidado com crianças pequenas e galhos
  • Educação higiênica tende a ser lenta

Temperamento

O Griffon costuma ser alerta, engraçado e muito ligado à rotina do tutor. É comum que escolha uma pessoa preferida e passe a segui-la de cômodo em cômodo, inclusive até a porta do banheiro. Tem autoestima de cão grande e pode reagir com indignação a brincadeiras brutas ou a quem o pega no colo sem pedir licença. Ao mesmo tempo, muitos exemplares são sensíveis a broncas e se fecham quando tratados com rispidez.

Com estranhos, a tendência é de reserva: observa de longe, late para marcar presença e só depois se aproxima. Dentro de casa, alterna corridas pelo corredor com longas sonecas encostado em alguém no sofá.

Exercício e energia

Dois passeios diários de 15 a 25 minutos, em ritmo tranquilo, costumam bastar para a maioria dos adultos, complementados por brincadeiras dentro de casa. No clima brasileiro, os horários mais seguros são o início da manhã e a noite, evitando asfalto quente e dias abafados. Uma boa referência é encostar a mão no chão por alguns segundos: se estiver desconfortável, está quente demais para as patas e para o fôlego do cão.

Dentro de casa, tapetes de farejar e sessões curtas de truques gastam energia mental sem forçar a respiração. Ofegância intensa, língua arroxeada ou cão que deita e se recusa a seguir são sinais para parar e buscar sombra.

Pelagem e cuidados

A variedade de pelo duro solta pouco pelo e precisa de escovação uma ou duas vezes por semana, com atenção à barba, que acumula restos de ração e água. Para manter a textura áspera típica, criadores usam o stripping, a remoção manual dos pelos mortos, algumas vezes por ano. Muitos tutores de companhia preferem a tosa com máquina, que é mais prática, embora deixe o pelo mais macio e com cor menos intensa.

O Petit Brabançon, de pelo liso, pede só uma escovada semanal com luva de borracha, mas solta mais pelo nas trocas de estação. Nos dois tipos, limpar o canto dos olhos com gaze úmida, secar bem a barba e escovar os dentes com frequência fazem parte da rotina.

Treinamento

O Griffon é inteligente e aprende rápido quando está motivado, mas tem fama de teimoso e de se ofender com correções duras. Funcionam melhor sessões de 5 a 10 minutos, petiscos pequenos e muito elogio. Esperar na porta do elevador e vir quando chamado costumam ser aprendidos sem grande dificuldade.

A educação higiênica tende a ser lenta. Tapetes higiênicos em local fixo, longe da comida, e saídas regulares após refeições e sonecas ajudam. A socialização com pessoas variadas, barulhos de prédio e manuseio de patas e boca deve começar cedo para evitar um adulto desconfiado demais.

Convivência

Com outros cães e gatos, o Griffon costuma conviver bem, especialmente quando cresceu com eles, e muitas vezes aceita melhor a companhia de outro animal do que a solidão. Com crianças pequenas, a combinação é mais delicada: o cão é pequeno, tem olhos proeminentes que se machucam com facilidade e não tolera ser apertado ou carregado de forma desajeitada. Em casas com crianças mais velhas e orientadas a respeitar o espaço dele, a convivência tende a ser boa.

Visitas costumam ser recebidas com latidos e desconfiança no início. Deixar que o cão se aproxime no próprio tempo, sem que estranhos o peguem no colo, evita sustos.

História e origem

A raça surgiu em Bruxelas, no século XIX, a partir de pequenos cães de pelo duro conhecidos como “smousje”, que caçavam ratos nos estábulos dos fiacres, as carruagens de aluguel da cidade. Cruzamentos com o Pug e com spaniels de companhia do tipo King Charles encurtaram o focinho, arredondaram a cabeça e trouxeram a variedade de pelo liso.

O salto de popularidade veio quando a rainha Maria Henriqueta, da Bélgica, se interessou pela raça no fim do século XIX, o que levou o Griffon dos estábulos aos salões. Hoje a Federação Cinológica Internacional reconhece três raças irmãs: o Griffon Bruxellois (ruivo, pelo duro), o Griffon Belga (preto ou preto e castanho, pelo duro) e o Petit Brabançon (pelo liso). Clubes como o American Kennel Club tratam tudo como uma só raça, com duas variedades de pelagem.

Saúde

Por ser uma raça braquicefálica, o Griffon de Bruxelas pede atenção especial à respiração, ao calor e aos olhos, que ficam mais expostos. Consultas regulares com o médico-veterinário, de preferência acostumado a cães de focinho curto, ajudam a identificar problemas cedo. Quem pretende ter um filhote deve buscar criadores responsáveis que façam exames nos pais, ou considerar a adoção responsável.

Predisposições descritas na raça

  • Síndrome respiratória braquicefálica, com ronco e baixa tolerância ao calor
  • Lesões oculares, como úlceras de córnea, pelos olhos grandes e salientes
  • Luxação de patela
  • Malformação semelhante à de Chiari e siringomielia, descritas na raça
  • Partos frequentemente difíceis, muitas vezes com cesariana

Predisposição não é diagnóstico: muitos cães da raça nunca apresentam esses problemas. Consultas regulares com o médico-veterinário são a melhor prevenção.

Para quem o Griffon de Bruxelas costuma combinar

Combina com

  • Tutores em home office ou aposentados que passam boa parte do dia em casa
  • Casais ou pessoas sozinhas que querem um cão muito próximo
  • Apartamentos com ar-condicionado ou boa ventilação
  • Casas com outro cão tranquilo para fazer companhia

Pode não combinar com

  • Quem passa mais de 8 horas fora todos os dias sem apoio
  • Famílias com crianças pequenas que ainda não sabem manusear um cão miúdo
  • Rotinas de exercício intenso ao ar livre em horários quentes
  • Tutores que esperam um cão independente e pouco apegado

Ver a compatibilidade com a minha rotina

Curiosidades

  • Os ancestrais da raça caçavam ratos nos estábulos das carruagens de aluguel de Bruxelas.
  • A rainha Maria Henriqueta, da Bélgica, ajudou a popularizar a raça no fim do século XIX.
  • Para a FCI são três raças distintas: Griffon Bruxellois, Griffon Belga e Petit Brabançon.
  • O cão Verdell, do filme “Melhor É Impossível” (1997), foi interpretado por Griffons de Bruxelas.

Perguntas frequentes sobre o Griffon de Bruxelas

O Griffon de Bruxelas late muito?

O latido costuma ser moderado. Ele tende a avisar quando toca o interfone ou alguém passa no corredor, mas raramente late sem motivo quando tem companhia e rotina. Latidos contínuos, em geral, aparecem quando fica sozinho por muito tempo.

Ele pode ficar sozinho enquanto trabalho?

É uma das raças que menos toleram a solidão. Algumas horas costumam ser administráveis com treino gradual, mas jornadas longas todos os dias tendem a gerar ansiedade. Creche, passeador ou alguém em casa no meio do dia ajudam bastante.

Como proteger o Griffon do calor?

Passeie cedo ou à noite, mantenha o apartamento ventilado ou climatizado, ofereça água fresca e piso frio e evite brincadeiras intensas em dias abafados. Se notar respiração muito ruidosa ou cansaço fora do normal, procure o médico-veterinário.

Atualizado em 7 de outubro de 2026 · Equipe editorial Taxifyo

Sugestões

Raças semelhantes ao Griffon de Bruxelas

Comparar as 4 lado a lado

Maltês

54

2 a 4 kg · Energia moderada

Energia
Latido
Exercício

81% de semelhança Comparar

2 a 4,5 kg · Alta energia

Energia
Latido
Exercício

79% de semelhança Comparar

Guias para quem tem ou quer um Griffon de Bruxelas