Cão da raça Bichon Frisé
Foto: Томасина (CC BY-SA 4.0)

Bichon Frisé

Também chamado de Bichon e Bichon à poil frisé

Cão branco, alegre e sociável, que solta pouquíssimo pelo e costuma conviver bem com crianças e visitas, mas exige escovação frequente e tosa regular.

Índice Apartamento

#15 de 40 raças no ranking geral

Como o índice é calculado
Peso médio
5 a 8 kg
Altura
23 a 30 cm
Expectativa de vida
13 a 15 anos
Origem
França e Mediterrâneo
Pelagem
Encaracolada e densa
Atividade diária
~40 min

Notas da raça

Escala de 1 a 5. Verde indica o que costuma facilitar a vida em apartamento; rosa indica pontos que pedem atenção.

Nível de energia
Moderada
Necessidade de exercício
Baixa
Tranquilidade em casa
Equilibrado
Tendência a latir
Moderada
Queda de pelos
Mínima
Cuidados com a pelagem
Diários e tosa
Facilidade de treinamento
Fácil
Tolerância a ficar sozinho
Baixa
Convívio com crianças
Muito bom
Convívio com outros animais
Muito bom
Receptividade a visitas
Muito amigável
Tolerância ao calor
Moderada
Como as notas formam o Índice Apartamento (58)
CritérioPesoNotaContribuição
Porte compacto15%Pequeno11,3 pts
Tranquilidade em casa20%3/510,0 pts
Tendência a latir (quanto menor, melhor)20%3/510,0 pts
Necessidade de exercício (quanto menor, melhor)15%2/511,3 pts
Nível de energia (quanto menor, melhor)10%3/55,0 pts
Facilidade de treinamento10%4/57,5 pts
Tolerância a ficar sozinho10%2/52,5 pts

Leitura rápida: a favor

  • Pede pouco exercício
  • Aprende com facilidade
  • Costuma ser ótimo com crianças
  • Convive bem com outros animais
  • Solta pouquíssimo pelo

Leitura rápida: atenção

  • Pelagem exige escovação diária e tosa

Onde o Bichon Frisé se destaca

Conheça a raça

O Bichon Frisé é uma pequena nuvem branca com olhos e focinho escuros, pelagem encaracolada e cauda levantada sobre o dorso. Pesa entre 5 e 8 kg, é mais robusto do que parece debaixo de todo aquele pelo e tem um jeito brincalhão que dura bem além da fase de filhote.

Para quem mora em apartamento, reúne qualidades valiosas: precisa de pouco exercício, quase não deixa pelo pela casa e tende a tratar bem vizinhos, porteiros e crianças. Em troca, cobra um compromisso real com a pelagem, que embola com facilidade, e não gosta de passar o dia inteiro sozinho.

Vida em apartamento

O Bichon costuma se adaptar muito bem a apartamentos, inclusive de um quarto. Um adulto se satisfaz com passeios curtos e brincadeiras dentro de casa, e a baixa queda de pelo agrada quem não quer o sofá coberto de fios. Ainda assim, o comportamento varia conforme o indivíduo, a criação, a socialização, o treinamento, a idade e a rotina da casa, e um filhote mal socializado pode virar um adulto barulhento.

O latido é moderado: tende a avisar a chegada do elevador ou o toque do interfone, mas raramente late sem parar quando está bem exercitado e acompanhado. Ensinar desde cedo que a campainha significa “ir para a caminha e ganhar petisco” ajuda muito. O ponto mais delicado é a solidão, já que jornadas longas sem ninguém costumam gerar choro, algo que vizinhos de parede notam rápido.

A pelagem branca pede alguns ajustes na casa. Depois de passeios em dias de chuva, um pano e um secador à mão evitam que a umidade fique presa junto à pele. Manchas avermelhadas sob os olhos são comuns na raça e merecem limpeza diária com gaze úmida. Tapetes antiderrapantes em pisos lisos também ajudam nas corridas pela sala.

Pontos fortes

  • Solta pouquíssimo pelo
  • Muito sociável com crianças, visitas e outros animais
  • Precisa de pouco exercício
  • Aprende truques com facilidade
  • Costuma ser longevo

Pontos de atenção

  • Escovação quase diária e tosa regular
  • Não gosta de ficar muitas horas sozinho
  • Educação sanitária pode demorar
  • Tendência a alergias de pele
  • Manchas de lágrima na pelagem branca

Temperamento

O Bichon tende a ser alegre, curioso e muito sociável. Gosta de participar de tudo, recebe visitas como velhos amigos e costuma ter momentos de euforia em que corre em círculos pela sala, comportamento que muitos tutores chamam de “bichon blitz”. Depois disso, em geral, se acomoda no sofá sem dificuldade.

É um cão sensível ao clima emocional da casa e responde melhor a uma rotina gentil e previsível. Sem companhia por muitas horas, muitos exemplares ficam ansiosos e passam a latir ou chorar. Também costuma ser atento aos sons do corredor, latindo de forma moderada para avisar que alguém chegou.

Exercício e energia

Dois passeios diários de 20 a 30 minutos costumam ser suficientes para um Bichon adulto, completados por brincadeiras em casa: cabo de guerra com corda macia, bolinhas leves no corredor e tapetes de farejar com parte da ração. Por ser esperto, ele também aproveita muito bem sessões curtas de truques, que cansam a cabeça tanto quanto uma caminhada.

No calor, prefira manhã cedo e fim de tarde e leve água em passeios mais longos. A pelagem densa protege do sol, mas também retém calor, então o Bichon tolera temperaturas altas apenas de forma moderada.

Pelagem e cuidados

A pelagem é dupla, com subpelo macio e pelo externo encaracolado, e é justamente essa estrutura que faz o Bichon soltar pouquíssimo pelo: os fios mortos ficam presos na pelagem em vez de cair no chão. Por isso, sem escovação, formam nós que chegam até a pele. O ideal é escovar diariamente ou, no mínimo, quatro a cinco vezes por semana, com escova tipo rasqueadeira e pente de metal, separando a pelagem em mechas.

Banho a cada uma a três semanas e tosa a cada quatro a seis semanas mantêm a pelagem saudável. Muitos tutores preferem a tosa mais curta, mais prática no clima brasileiro. Secar bem após o banho é obrigatório, pois pelo úmido embola e favorece problemas de pele. Pouca queda não significa ausência de alérgenos, então pessoas alérgicas devem conviver com a raça antes de decidir.

Treinamento

O Bichon tende a aprender rápido e gosta de agradar, sobretudo com petiscos e elogios. Sessões curtas, de 5 a 10 minutos, funcionam melhor do que treinos longos. A educação sanitária costuma levar mais tempo do que em outras raças, então rotina fixa de horários, tapete higiênico sempre no mesmo lugar e recompensa imediata fazem diferença. Ensinar o filhote a ficar sozinho aos poucos e a aceitar escova, secador e manipulação das patas desde cedo poupa muito estresse futuro.

Convivência

É uma das raças que mais costumam se dar bem com crianças, desde que estas aprendam a tratá-lo com delicadeza. Com outros cães e gatos, a convivência em geral é tranquila. Com visitas, o desafio costuma ser o excesso de animação, com pulos e latidos de alegria na porta. Para os vizinhos, latidos moderados ao toque do interfone são o mais comum.

História e origem

O Bichon pertence a uma família de pequenos cães brancos do Mediterrâneo, ligada também ao Maltês, ao Bolonhês e ao Bichon Havanês. Marinheiros levavam esses cães em viagens, e um ramo ficou conhecido como Bichon Tenerife, das Ilhas Canárias. No século XVI, eles chegaram às cortes da França e da Espanha e aparecem em retratos da nobreza; o rei Henrique III da França é lembrado por seu apego a eles.

Com o fim da moda na aristocracia, os bichons passaram ao povo no século XIX e se tornaram cães de rua, de feira e de circo, onde a facilidade para aprender truques fez fama. Criadores franceses e belgas organizaram a raça após a Primeira Guerra Mundial, e o padrão oficial, com o nome Bichon à poil frisé, ou de pelo frisado, foi adotado em 1933.

Saúde

O Bichon costuma ser longevo, mas tem predisposições conhecidas. Alergias de pele são frequentes e podem aparecer como coceira e lambedura das patas. Cálculos urinários e luxação de patela também são citados na raça, assim como catarata e problemas dentários, comuns em cães pequenos. Consultas periódicas com médico-veterinário, cuidado com a higiene bucal e atenção a mudanças no xixi ajudam a detectar problemas cedo. Para filhotes, prefira criadores responsáveis que façam exames nos pais, ou a adoção responsável.

Predisposições descritas na raça

  • Alergias e dermatites
  • Cálculos urinários
  • Luxação de patela
  • Catarata
  • Doença periodontal

Predisposição não é diagnóstico: muitos cães da raça nunca apresentam esses problemas. Consultas regulares com o médico-veterinário são a melhor prevenção.

Para quem o Bichon Frisé costuma combinar

Combina com

  • Famílias com crianças e rotina movimentada em casa
  • Quem prefere um cão que solta pouco pelo e aceita cuidar da pelagem
  • Tutores de primeira viagem que gostam de treinar com petiscos
  • Apartamentos pequenos com alguém em casa boa parte do dia

Pode não combinar com

  • Quem não tem tempo ou orçamento para tosa a cada mês e meio
  • Rotinas com muitas horas diárias de solidão
  • Quem busca um cão independente e pouco grudado
  • Pessoas com alergia grave que não testaram a convivência

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Curiosidades

  • O nome completo em francês, Bichon à poil frisé, significa bichon de pelo frisado.
  • Uma das teorias para a palavra bichon é que ela venha de barbichon, diminutivo de barbet, um antigo cão d'água francês.
  • Antes de se firmar como raça, o Bichon foi cão de circo e de rua na França do século XIX.
  • O padrão oficial da raça foi adotado na França em 1933.

Perguntas frequentes sobre o Bichon Frisé

O Bichon Frisé é hipoalergênico?

Nenhum cão é totalmente livre de alérgenos. O Bichon solta pouquíssimo pelo, o que costuma ajudar algumas pessoas alérgicas, mas a reação varia muito. O ideal é conviver com a raça por algum tempo antes de decidir.

Com que frequência o Bichon precisa de tosa?

Em geral, a cada quatro a seis semanas, com escovação em casa quase todos os dias. Sem isso, a pelagem embola junto à pele e pode exigir uma tosa bem curta.

Bichon Frisé late muito?

Tende a latir de forma moderada, avisando campainha, interfone ou passos no corredor. Quando passa muito tempo sozinho, o latido e o choro costumam aumentar.

Atualizado em 7 de outubro de 2026 · Equipe editorial Taxifyo

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